sexta-feira, 9 de abril de 2010

TRANSAMAZÔNICA CHALLENGE 2010

TRANSAMAZÔNICA CHALLENGE 02 DE ABRIL DE 2010 (18º DIA)


No dia anterior alguns aproveitaram bem Alter do Chão e Santarém, outros: revisão nos veículos eu fui colocar o diário de bordo em dia. O Troller de Coelho trocou as duas rodas livres e coifas, para enfrentar a Trans-Uruará e o Jeguinho trocou a bateria. Este caso da bateria foi interessante: Hercules havia comprado a bateria, no dia da viagem, ou seja, estava na garantia e por sorte a NF e a garantia estavam na Band, com isso economizou R$ 520,00 (preço de uma bateria 90Ah em Santarém.

Às 7:00hs da manhã os grupos estavam reunidos na praça de Alter do Chão, nosso grupo e os Jipeiros de Teresina (http://www.jeepclubedeteresina.com.br/). Partimos em direção a Trans-Uruará. Em Santarém nos encontramos com o pessoal do Jeep clube de Santarém, que estavam indo para Uruará encontrar os jipeiros de Fortaleza. Grupo de cearenses que estão rodando pela Transamazônica a bordo de uma Toyota Bandeirantes alongada que mais lembra um pequeno ônibus.

Saímos em direção à hidroelétrica de Curuá-Una e de lá entrar na Trans-Uruará no trecho de chão. Os primeiros quilômetros foram de decepção para os que buscavam emoção, principalmente os Piauienses, que não haviam encontrado a lama que tanto buscavam na ida até Santarém pela BR 230 (Transamazônica). Na verdade os primeiros quilômetros são de areões, ainda tentei levar o grupo por um desvio entre os sítios da região, mas a represa estava com muita água e impediu a nossa passagem, então seguimos pelos areões.

Conheço a Trans-Uruará a cerca de 3 anos e posso dizer que não mais existirão atoleiros e grandes trechos ruins, as maquinas deixaram a estrada boa e muitas outras estradas foram feitas, isto tudo em 1 ano, tempo da minha última visita a região. A devastação está maior, fazendas de arroz estão tomando conta da região e as arvore indo embora. Apenas alguns trechos de atoleiros, e os perigos das subidas e descidas escorregadias quando está chovendo. Apesar de ter rezado bastante pela chuva antes de chegarmos até a Trans-Uruará ela veio em pouca quantidade, parece que uma moça do grupo tem o Santo mais forte e choveu menos.

Chegamos aos atoladores, estes com caminhos mais fáceis de se passar, mas como estávamos querendo um grande final e os piauienses querendo lama, resolvemos seguir pelos caminhos mais tortuosos.

No primeiro atolador muito divertimento, apenas cautela, pois o pessoal vai atolando e colocando paus e galhos, por isso é imprescindível não entrar em velocidade, apenas usar os recursos do veículo e o braço. A Toyota Hilux da organização na frente, contando motor e pronto, primeiro obstáculo grande vencido, agora era a vez do Matteo e o Troller ficou preso pelo maldito protetor do diferencial dianteiro, pensem em uma peça que só faz atrapalhar, foi assim a expedição inteira. Mas como muito motor e algumas rés e pra frente o Troller saiu sem precisar ser puxado, já estava com minha sinta pronta, afinal tenho essa mania de desatolar Trollers... (risos). Hercules (Jeguinho) foi em seguida e ao sair do atoleiro deslizou em um tronco e quase vira, ficou atolado e inclinado, quase emborcando.

Para retirara o Jeguinho utilizamos a corrente Ironman do Troller e um contra-peso de 200kg no lado contrário para onde a Band queria virar. Aliás, parabéns para o estribo da Band, 200kg não é pouco não e além disso ainda fazendo balanço. Para não ter perigo da Band adernar mais, fizemos uma trilha com a enxada para as rodas seguirem. Sucesso! Band fora. Agora era a vez do Grande Coelho Roncador, com seu Troller com rodas livres novas, 240vc, pneus 35” com off set negativo e pronto, passou voando pelo atoleiro. Coelho é pé no porão!

Após o Coelho o restante do grupo passou sem grandes dificuldades, já havíamos limpado o caminho e feito o trilho por onde passarem. Seguimos em frente e nos divertindo com a estrada escorregadia, andávamos de lado só para curtir as derrapagens controladas, bom de mais! Terceira marcha, 4x2 e 60km/h e pronto, esta era a receita para derrapar e andar de lado!

Chegamos a outro grande atolador, este com lama e muita água, na altura do capô da Hilux. Estava congestionado, um trator tirando uns caminhões de madeira e na frente uma arvore com mais de 2 metros de diâmetro no chão. Passamos pelo atolador e depois por cima da imensa arvore e belas fotos! Aqui tem um vídeo da Band Vermelha do Helder (Teresina) acelerando forte no atolador. Brevemente nos melhores homes PCs do mundo.

Após este atolador somente subidas e descidas escorregadias, para dar mais emoção uma chuva caiu e quem não estava acostumado ficou apreensivo, mas no final entre mortos e feridos todos saíram vivos e sem seqüelas psicológicas, embora tenhamos procurado entrar em uma vicinal a procura de mais emoção, mas a maioria já estava querendo chegar a Uruará e seguimos.

Chegamos a Uruará no fim do dia, objetivo era seguir até Altamira, cerca de 200km e entraríamos pela noite, mas como estava chovendo achamos mais prudente pernoitarmos. Os grupos foram para o único bar aberto para comer algo, afinal foi o dia na estrada e durante nosso jantar chegaram os cearenses a bordo de Bandeirantes, uma modificada parecendo um ônibus e Defenders. Mais algumas horas de conversa boa entre os que já se conheciam através da internet, mas ainda faltava o aperto de mão.

Amanhã destino Novo Progresso.

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