domingo, 21 de março de 2010

TRANSAMAZÔNICA CHALLENGE 2010

TRANSAMAZÔNICA CHALLENGE 21 de março de 2010

Saímos de Nova Monte Verde às 05h30minh (hora local). Uma noite mal dormida devido à tensão pela saída de cinco participantes da expedição, veja texto abaixo, e a expectativa do que viria pela frente.

No Hotel conhecemos o Tiago, morador de Colniza que estava retornando para sua cidade e se ofereceu para nos guiar por um atalho que economizaríamos mais de 200 km. Como Colniza era nosso objetivo aceitamos prontamente. O grupo, agora com nova formação seguiu o Tiago.

Rodamos cerca de 100 km até a balsa do Rio Juruena, que tem horários fixos e cujo valor é de R$55,00 por veículo. Quando estávamos na balsa o grupo dissidente, menos o Cristiano e o Ney, que desistiram da expedição devido a um problema familiar e retornaram imediatamente pelo trajeto mais curto para sua cidade. Na balsa o grupo dissidente chegou, estavam se dirigindo para as cachoeiras do Aripuanã e depois iriam para Sinop e BR 163, onde talvez fossem até Santarém ou voltassem para casa. Um trajeto fácil para qualquer veículo comum nos dias de hoje, ou seja, iriam aproveitar a expedição, mas fazer turismo de paisagem e não um desafio como o Challenge!

Nosso novo grupo, agora formado pelos aventureiros:

Coelho e Rubi – Troller
Matteo e Roberto – Troller
Engels, George e Hercules – Toyota Bandeirantes
Fabiana e André – Jimny
Sérgio Holanda e David Marcelino – Toyota Hilux da Organização

O novo grupo se dirigiu para Colniza sendo guiado pelo Tiago em uma Toyota Hilux 4x4, por mais de 260 km de estradas vicinais com muitos desafios, incluindo subidas íngremes hora com muita chuva, hora com sol forte. Estradas estreitas e muitas curvas sinuosas. Estávamos em uma área de serras, região belíssima, perigosa de se andar durante as chuvas, mas como tínhamos um guia da região, Tiago e seu Pai foram, como todos da região, altamente prestativos e amigos. Agradecemos o apoio e a ajuda que nos deram.

Para o dia seguinte nosso objetivo é acampar na fazendo do Seu Joaquim em Guariba e encontrar nosso amigo Alcyr, que está nos esperando com mais três irmãos para fazermos juntos a Estrada do Estanho.

Adendo:

O Transamazônica Challenge é a busca do grande desafio, por isso o Challenge, lógico que ficamos a mercê da mãe natureza, ano passado foi fácil, este ano será quase impossível, mas uma coisa posso garantir, eu iria sozinho, mas não precisou, metade dos que estavam no grupo foram para o desafio e não um passeio com fotos de Araras e cachoeiras. Aqui não é lugar para fracos, e bastou uma conversa com o pessoal da região e saber que tudo aquilo que estava escrito no regulamento era verdade e que às 12 horas diárias de estradas rodadas até o momento eram aperitivos, afinal a noite eram hotéis, bares e acordar às 7:00 hs.

Após uma conversa do grupo com o pessoal da região tomamos pé do que nos esperava pela frente. Olhos arregalados, gargantas engolindo salivas, pensamentos avassaladores sobre o que aconteceria com patrimônios de 100 mil reais ou mais. Certo, todos se preparam em termos técnicos, mas poucos se preparam mentalmente para uma realidade avessa aos seus cotidianos.

Bastou uma conversa com o pessoal da região e saber tudo que tinha pela frente. Bastou uma reunião com a organização para informar que nos próximos dias tudo seria diferente, banhos em rios, acampamentos, nada de parar para almoçar, rodar o máximo possível, descanso só depois que chegar a Transamazônica, três a cinco dias de guerra.

Bastou saberem a realidade nua e crua para que cinco corajosos aventureiros pensassem melhor e voltassem para suas realidades, nada comparáveis com o que nos esperava.

Nova Monte Verde, duas da manhã, dia 21 de março de 2010, aqui tivemos o divisor entre os verdadeiros aventureiros off Road e os trilheiros de fim de semana.

Aqui não é lugar para os fracos, Challenge é desafio!

Claro que entendo o medo, a apreensão e o fato de que nem todos possuem um espírito aventureiro extremo, por isso é que todos têm o direito de sair quando querem afinal o limite de cada um é dito por ele próprio. Fico triste pela saída dos companheiros, afinal o grupo estava redondo e entrosado, alegre e divertido, mas tenho que respeitar e admirar os que chegam e pedem para sair. Pior seria se continuassem e no meio do caminho tivéssemos problemas sérios.

Aos companheiros que nos deixaram um forte abraço e acima de tudo uma nova grande amizade.

Sérgio Holanda

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